A Google colocou a linha Pixel Tablet em pausa. Se estava à espera de uma segunda geração ou ponderava comprar o modelo atual, eis tudo o que precisa de saber sobre esta mudança de estratégia e o futuro das atualizações.
A Google decidiu suspender o desenvolvimento de novos Pixel Tablets até encontrar uma proposta de valor que justifique a continuidade da gama. A revelação foi feita por Shakil Barkat, vice-presidente de dispositivos e serviços da Google, em declarações citadas pela Bloomberg.
Embora a notícia afete quem esperava uma segunda geração do equipamento, há um ponto essencial a reter: o atual Pixel Tablet não foi abandonado.
Atualizações garantidas até 2028
Para os atuais e futuros proprietários, a mensagem da Google é clara. A suspensão de futuras gerações não afeta o suporte do modelo lançado em 2023. A empresa garante atualizações de sistema operativo e segurança até junho de 2028, assegurando uma janela de utilização longa e segura.
O problema não é o mercado, é a identidade
Ao contrário do que se possa pensar, o mercado de tablets não está em declínio. Dados recentes da IDC indicam que as vendas mundiais cresceram 5% em 2025 (atingindo 151,9 milhões de unidades).
O verdadeiro desafio do Pixel Tablet foi o seu posicionamento. Ao tentar ser um produto “dois-em-um” — alternando entre um tablet tradicional e um centro doméstico (Hub) ligado a uma base com coluna —, acabou por ficar preso entre duas realidades:
- O ecossistema Apple: Os iPads continuam a dominar com um ecossistema de aplicações profissionais consolidado.
- A concorrência Android: Marcas como a Samsung oferecem gamas vastas, desde modelos económicos a topos de gama com caneta e ecrãs gigantes.
- A redundância: Para tarefas rápidas, um smartphone de ecrã grande já é suficiente; para produtividade, o portátil continua a ser o “rei”.
Apesar de ser alimentado pelo Google Tensor G2 e de brilhar no controlo de smart homes ou no consumo multimédia na cozinha ou sala, não foi o suficiente para criar uma categoria própria e imprescindível.
Vale a pena comprar o Pixel Tablet em Portugal?
A decisão de compra deve ser agora mais prática do que emocional. Uma eventual descida de preço nas lojas pode tornar o Pixel Tablet num excelente negócio, mas depende do seu perfil de utilizador:
✅ Faz sentido comprar se:
- Procura um ecrã doméstico inteligente e um complemento ao seu telemóvel Android.
- Valoriza muito a base de carregamento com coluna e a integração com o Google Home.
- Quer um tablet familiar para consumo de vídeo, música e videochamadas em casa.
❌ Exige cautela se:
- Procura um equipamento focado em produtividade e trabalho a longo prazo.
- Faz questão de usar acessórios avançados como teclados oficiais ou stylus para desenho. (Neste caso, compare com o iPad ou a linha Galaxy Tab).
O que se segue para a Google?
A maior perda para a tecnológica com esta pausa é a interrupção do seu ecossistema. A família de produtos da marca (smartphones Pixel, relógios, auriculares) perde um elo importante, deixando o caminho livre para a Apple e Samsung neste segmento.
Contudo, esta é uma pausa estratégica. Ao evitar lançar uma simples atualização de processador ou câmara sem um propósito claro, a Google ganha tempo para repensar o formato. Se o Pixel Tablet voltar no futuro, terá de provar inequivocamente o seu valor na vida dos consumidores. Até lá, o modelo atual continua vivo, útil e com suporte garantido.
Com informações adicionais de www.bgr.com.